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IGREJA DE SÃO MARTINHO: ESPAÇO CELEBRATIVO/LITÚRGICO

Neste espaço celebrativo ou litúrgico o povo de Deus, que reúne-se para celebrar a eucaristia, ato de “ação de graças” pelo supremo dom que Jesus Cristo fez de si ao Pai e à hu­ma­ni­dade no seu “Sacrifício pascal”. Também se designa por Missa por terminar com o “envio” (missio) dos fiéis, reani­mados pela for­ça nele haurida, a testemunhar e pro­mover a obra da salvação.

Esta igreja tem uma estrutura bipartida com apenas dois polos: o [A] PRESBITÉRIO (lugar dos ministros) e a [B] NAVE (lugar do povo cristão).

O Presbitério é o lugar onde se encontra localizado o altar, onde é proclamada a palavra de Deus, e onde o sacerdote, o diácono e os demais ministros exercem o seu ministério.

A Nave é onde os fiéis se reúnem em assembleia para participar nas celebrações. Nesta igreja a nave prever um fluxo eficiente das pessoas em determinados momentos da liturgia, por exemplo, nas diversas procissões previstas (entrada, oferendas e comunhão). Os bancos desta igreja tem genuflexório[1].

O [1] SACRÁRIO ou TABERNÁCULO  é o cofre ou caixa onde se guarda a Sagrada Reserva (Eucaristia) - lugar de maior respeito nas igrejas pois é ai que Jesus se faz presente. Uma lâmpada vermelha acesa avisa os fieis e publico em geral que o sacrário contém o Santíssimo. Dentro deste sacrário encontra-se a reserva eucarística, velada por uma pequena cortina, chamada conopeu, sempre que possível com a cor litúrgica do dia.

Nos primeiros séculos, esta Reserva era confiada aos fiéis, que a levavam para casa, para eles e os doentes comungarem. Quando, depois da paz de Constantino (séc. IV) se começaram a construir igrejas, passou a guardar-se o SS. Sacra­men­to numa dependência chamada se­cretarium ou sacrarium, nome este que passou depois (séc. XIV) ao sacrário ou tabernáculo, colocado ora na sacristia ora dentro da igreja, quer incrustado na parede quer sobre um altar. Mais recentemente, preconizou-se a sua colocação com relevo no altar.

O nome [2] ALTAR[2] vem dos antigos cul­tos em lugares altos. Os israelitas ofe­re­ciam a Deus sacrifícios de animais imolados sobre alter de pedra. No sacrifício supremo e único de Cristo, na cruz, o altar foi o seu pró­prio corpo. Por isso, o altar (em forma de mesa ou de tú­mu­lo) em que este sacri­fício se renova sacramentalmente (mis­sa), simboliza Cristo, pelo que é venera­do com inclinação profunda e ós­culo (beijo) dos ministros sagrados, no início e termo das celebra­ções e incensação, sendo o centro da ação de graças que se realiza pela Eucaristia.

O [3] AMBÃO é uma tribuna destacada destinada à liturgia da palavra, localizada no presbitério, sendo na igreja um lugar condigno de onde possa ser anunciada com dignidade a palavra de Deus, e para onde se volte espontaneamente a atenção dos fiéis no momento da liturgia da palavra.

 


[1] Dispositivo destinado à posição de joelhos, permitindo durante a missa a genuflexão, ou seja o ato de dobrar o joelho, ajoelhar-se em adoração a Jesus Cristo, ou quando se pretende orar/rezar.  

[2] Segundo a Instrução Geral sobre o Missal Romano: É importante que a mesa seja uma peça sólida e estável. Ela pode ser em pedra, madeira, concreto, ferro, evitando-se imitações destes materiais. O altar deve ocupar um lugar que seja o centro, para o qual a atenção de todos os fiéis naturalmente se dirija buscando sua participação. Evite-se todo distanciamento em relação à assembléia. O altar não precisa ser muito grande, pois independe do tamanho da igreja. A altura varia entre 90 cm e 1 m. Para a largura, 70 ou 80 cm são suficientes para se alcançar os objetos na outra extremidade. O comprimento pode variar de 1m até 2m.